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QUANDO A INTELIGÊNCIA FICA EM SEGUNDO PLANO...

Autor: Christiano Wide

Quando a Inteligência fica em segundo plano...

Ao longo do tempo, o que as empresas sempre têm buscado, além do lucro, é a redução de todo e qualquer custo, custe o que custar.
Esta é uma grande verdade que não podemos negar. Mas o que está por trás de toda esta equação?
De um lado, as indústrias buscando fazer toda pressão possível sobre a cadeia de supply-chain, por melhores preços em matérias-primas, manutenção de equipamentos, e na cadeia de serviços.

Que atire a primeira pedra quem ainda não citou o velho ditado: ¨o barato custa caro¨...

Ou melhor, quem ainda não vivenciou, não sentiu na carne, os reflexos de uma decisão tomada, olhando-se somente o preço em detrimento da qualidade do produto ou do serviço? Pois esta é uma decisão observando-se o uso da Vontade em vez de uma decisão pela Inteligência. Você está discordando? Relaxe, você faz parte de uma grande maioria, infelizmente. Na realidade, a maioria dos tomadores de serviços (nós todos) não admitem não serem inteligentes quando procedem desta maneira. Porém, a decisão de obter o menor custo, é uma decisão pela Vontade, e não uma decisão pela Inteligência, já que na grande maioria dos casos, a decisão equivocada afetará o abastecimento interno da sua empresa com insumos, e/ou a afetará comercialmente, deixando a sua área comercial e de marketing nada satisfeitas, sem esquecer do cliente ¨com o pincel na mão¨.
Entrando no complexo e nada simples mundo da Logística, o que mais temos visto como consultor é o crescimento dos chamados “gênios logísticos”, (e que de gênios na realidade não tem absolutamente nada). Intitulam-se grandes conhecedores, especialistas em sourcing ou Logística, porém o seu escopo na contratação de empresas da área de logística ou operadores logísticos, sejam elas armazéns, transportadores rodoviários, despachantes aduaneiros, companhias marítimas e agentes de cargas, é única e exclusivamente o preço. Não observam riscos, capacidade de solução de problemas, e a saúde financeira dos contratados. Novamente, decisão pela Vontade e não decisão pela Inteligência. Infelizmente estes “gênios” tem tido alguma sobrevida em algumas organizações, sejam elas nacionais ou internacionais, públicas ou privadas. E quando ocorrem problemas de abastecimento de matérias-primas, insumos, ou então, nas entregas de produtos finais ou acabados, culpam sem a menor solenidade o seu fornecedor ou prestador de serviços logísticos. Tais gênios, jamais colocam a mão no peito frente aos seus superiores na organização, assumindo que o problema foi decorrente de uma decisão sua por Vontade em detrimento da Inteligência, e que a opção escolhida foi um tremendo risco ao negócio. "Temos que ter em mente, que o preço é somente uma vez, e o custo é algo que teremos de nos preocupar durante toda a vida útil de um produto ou da cadeia de supply-chain".

Por trás desta nefasta decisão pela Vontade versus a Inteligência, existe um custo que alguns afirmam como invisível, mas que na maioria dos casos é visível até demais, pois reflete diretamente nos resultados financeiros, ou até mesmo na perda de clientes. E neste último caso, a perda de clientes não aparece em balanços, e este é justamente o fator de perpetuação dos ditos “gênios” da logística.

No mundo, para o supply-chain, ou focando mais diretamente na logística, o ano de 2009 foi um divisor de águas. E qual a razão? A redução drástica de inventários: os ditos estoques sejam eles de matérias-primas e insumos, nos fornecedores e nos compradores, quando referenciamos em entradas/inbound, ou nos produtos finais, chamados de acabados: saídas/outbounds. Na América do Norte, em 2009, ocorreu a primeira queda de volumes movimentados pelos operadores logísticos (3PL) desde 1995, e esta queda foi de mais ou menos 15% , sendo que na indústria, a queda de volumes foi de 40%.

O varejo e a indústria tem cada vez mais utilizado o just-in-time, ou seja, cada vez mais, menos insumos e produtos disponíveis, cada vez mais o inventário está na terra (sobre rodas), ou no mar, ou no ar. Esta pressão cascateia para todos os segmentos da nossa economia, e podemos nos arriscar a dizer que isso não é ou está pontual, mas sim que é a nova tendência, a nova realidade em todo o supply-chain, e em todo o mundo.

A qualidade é e sempre será um diferencial. As empresas prestadoras de serviços logísticos precisam acreditar, e continuar a eterna busca por melhores tecnologias de informação, melhores tecnologias de rastreabilidade, pois a acuracidade da informação é um importante fator de competitividade.

As indústrias ou tomadores de serviços logísticos, jamais devem esquecer que a Inteligência na decisão é um fator preponderante, e que os decisores logísticos devem ter a capacidade de argumentar entre redução de preço a qualquer custo, e os riscos inerentes a tal decisão. Devem buscar incansavelmente o “break-even point”, ou seja, o ponto de equilíbrio. Porque milagres na logística definitivamente não existem.

Use sua Inteligência antes de olhar simplesmente o preço, pois preço é diferente de custo.

Autor: Christiano Wide
http://chriswide.blogspot.com.br/







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